23 de agosto de 2009

Quero apanhar na cara

Alguns amigos já estão avisados dos procedimentos. Acima de tudo, não quero que sejam usados técnicas de ressucitação. Também está terminantemente proibido o uso de analgésicos, morfina ou qualquer substância que aplaque a dor. Não quero ser poupado. Já deixei absolutamente claro que não devo receber qualquer aviso, que o primeiro soco precisa ser na cara, com o máximo de ódio e maldade possíveis. Se possível, gostaria que o nariz fosse quebrado nesse golpe e o melado escorresse. Espero que dê uma certa tontura, mas não o suficiente para que eu caia no chão. Porque o passo seguinte deve ser também um soco, mas na boca do estômago, quando espero sinceramente que eu tenha acabado de comer, para que doa bastante e eu vomite no meio da sala da pessoa que me bate e que isso crie um ódio nela bem forte. A essa altura creio que já vou estar de joelhos, desnorteado e com uma dor bastante grande. A pessoa vai me empurrar com um leve toque com um dos pés e aí sim vou estar completamente indefeso estirado. Não quero sentimentos de piedade ou qualquer outra pieguice. Serão aplicados vários chutes nas costelas, só sendo interrompidos, a critério de quem bate, após um ou mais barulhos de ossos rompendo. Existe uma possibilidade mais ou menos forte de que se inicie uma hemorragia interna neste momento. Paira uma pequena dúvida para o caso de esta não ser fatal, se os chutes devem continuar nas costelas ou passariam para a cabeça. Creio que isso realmente vá ficar à escolha do atacante. Agora resta explicar as situações em que estas ações devem acontecer para que mesmo as pessoas que não tenham recebido instruções pessoalmente, possam agir corretamente em um dos três casos abaixo. É bom deixar claro que em caso de os três acontecerem simultaneamente, não consegui pensar em que mais deve acontecer comigo. Mas vou dar algumas dicas e as pessoas escolhem. Farpas de bambu embaixo das unhas e posterior retirada das unhas. Todas. Eletrodos ligados à bateria de um carro e conectados a órgãos genitais. Ser colocado em uma banheira com aqueles peixinhos da Amazônia que penetram na uretra e no furicutico. Quer dizer, na verdade, me parece que no furicutico não entra não, só na uretra. Então faz tipo aquela tortura chinesa (ou seria nazista, ou seria de outro lugar) de colocar um tubo no furicotico com um camundongo dentro e esquentar a outra extremidade. Ele fica com calorzinho e vai para o outro lado, ou seja, para o seu rabicó.
Voltando às situações em que essas técnicas devem ser usadas (sem muita ordem de importância, já que todas devem ser encaradas como imperdoáveis, apesar de a terceira ser um pouco menos grave):

Número 1: Tatuar qualquer palavra que seja na parte externa do antibraço. Há milhares de exemplos pelas ruas, mas a Preta Gil serve.

Número 2: Aparecer em público usando uma mochila Wilson. 90% dos imbecis da cidade estão usando mochilas Wilson neste momento. E eles não têm vergonha de sair na rua, o que muito me intriga.

Número 3: 90% dos imbecis que usam mochila Wilson, usam anel no polegar. Espero que fiquem presos na porta do ônibus na hora de descer e que o dedo fique lá preso.

E esses 90% estão crescendo e comprando casacos e camisas que têm um rinoceronte nela. Não há mais esperanças.

2 comentários:

Leo Cucatti disse...

hahahahah foda!
muito bom!!!

Paulinha disse...

Nº 4: o Anônimo que postou no 3h33m. rs